Fast Fashion
A coleção primavera-verão 2011/2012 da tradicional HP Ouro vem homenagear a grande revolução do prêt-à-porter na moda. A expressão prêt-à-porter
vem do francês ‘prêt’ [pronto] e ‘à-porter’ [para levar], que nos termos da moda se traduz por “pronto para vestir”, deriva do inglês “ready to wear” e foi criado pelo estilista francês J.C. Weil no final de 1949, depois do fim da Segunda Guerra Mundial, em pleno pós-guerra, no auge da democratização da moda, libertando as confecções da imagem ruim associada ao dia-a-dia, ampliando o campo de ação em todo o mundo e crescendo diante da decadência da Alta-costura. Este novo conceito foi responsável dela difusão da moda e da adequação dos consumidores.
O prêt-à-porter revolucionou a produção industrial, pois era possível criar roupas em grandes escalas industriais de melhor qualidade, oferecer uma grande praticidade, além da variedade não só de estilos, mas também de preço e lançar novas tendências, sendo mais acessível ao público e possuindo a ‘marca’ em peças, dando ar de sofisticação, mas sem o tom de exclusividade. Embora as peças industriais sejam produzidas em série, o prêt-à-porter une a indústria à moda, acrescenta estilo às ruas e dá um ar diferente e criativo às peças básicas.
Com o estilismo, o vestuário industrial muda, tornando-se um produto da moda. Mais do que apenas uma mutação estética, o prêt-à-porter propiciou uma mutação simbólica, criando um símbolo de alta classe: a grife; que denota o conceito estético, a qualidade e forma públicos que se identificam com o produto.
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